por Milton Assumpção em  28/08/2017  às 12h25

Guia de VIAGENS...VINHOS ...e Muitas Histórias - Rocamadour

A região de Bordeaux é considerada uma das mais importantes na produção de vinhos da França e de todo o mundo.
No Medoc, em Saint Emilion, Pomerol e Sauternes estão muitos produtores com reconhecimento mundial.

O ideal é dedicar no mínimo três dias inteiros para visitar esta região vinícola.
Ali próximo, às margens do rio Dordogne, há várias cidades históricas e vilas medievais.

Se visitar esta região de Bordeaux eu recomendo programar mais dois dias para conhecer estes lugares.

Rocamadour, vista da estrada velha

ROCAMADOUR

Rocamadour é considerada uma das cinco vilas medievais mais lindas da França.
É uma vila incrustada em um paredão de pedras, que parece estar suspensa no ar.

Rua Principal
Há duas estradas para chegar à vila. Uma antiga, cheia de curvas, que chega do outro lado do vale e dá uma visão magnífica da vila. A outra, mais nova, que chega por cima e já sai dentro da vila.
  
Se chegar pela estrada nova, sugiro guiar até o outro lado, da estrada velha. A visão da vila, de lá, é magnífica. No meio do vale, corre o Rio Alzou que é afluente do Rio Dordogne.

Rocamadour é um santuário religioso consagrado a Nossa Senhora Negra.
Há só uma rua, onde estão as lojas, restaurantes e poucos hotéis.

Estrada Velha de RocamadourÚnica rua, lojas restaurantes e hotel

 
O Santuário fica na parte superior, com a nave principal, algumas capelas e a sala dos milagres.
Há duas opções para subir até o Santuário, um elevador encravado nas pedras e uma escadaria.
Peregrinos pagam promessas subindo de joelhos.
  
No topo da montanha há um pequeno castelo medieval e um grande jardim que pode ser visitado.

Rocamadour é cheio de histórias e lendas.

             “Se a lenda é melhor do que a história, eu fico com a lenda”
               John Ford no filme “O Homem que Matou o Facínora”

A LENDA DE ZAQUEU E VERÔNICA

A lenda religiosa remete a Zaqueu e Verônica personagens da Bíblia e da história cristã.
  
Zaqueu era um coletor de impostos que vivia em Jericó, e um dia, para ver Jesus passar, como era muito pequeno, subiu em uma árvore.
Jesus vendo-o disse: “Zaqueu, desce da árvore porque hoje eu vou à sua casa!”.
  
Zaqueu se converteu e doou parte de sua riqueza aos pobres.
Verônica, esposa de Zaqueu, foi a mulher que enxugou o rosto de Jesus, no caminho do Calvário, e a imagem de Cristo ficou estampada na toalha.
  
Diz a lenda que os dois assistiram à morte de Jesus na cruz e, perseguidos pelos romanos, com a ajuda de um Anjo tomaram um barco que os levou até a Aquitânia, no sul da França.
Lá Zaqueu e sua esposa Verônica começam a pregar o cristianismo.
  
Indo a Roma, presenciaram os martírios de São Pedro e São Paulo.

Na volta para a Aquitânia sua esposa, que depois seria canonizada como Santa Verônica, morreu.
Ele mudou seu nome para Amadour e decidiu viver como um eremita em uma caverna. 
Esculpiu, em uma madeira escura,  a imagem da Virgem Maria, para homenagear e cultuar a mãe de Jesus.
  
O lugar passou a ser procurado pelos cristãos e, após muitos milagres, se tornou um santuário religioso, com o nome de Rocamadour.
Após sua morte, em 70 d.C., o santuário continuou sendo procurado por peregrinos em busca de milagres.
  
A partir do século X, os beneditinos construíram um mosteiro, assumindo a condução e preservação da religiosidade.
A sepultura e o corpo de Zaqueu nunca foram encontrados.
No Santuário, há uma capela destinada a ser, simbolicamente, a cripta de Amadour.
  
A vila recebe regularmente milhares de peregrinos, e é uma das etapas obrigatórias do caminho de Santiago de Compostela.

Virgem Maria Negra de RocamadourZaqueu desce da árvore, que hoje eu vou a sua casa.
Lucas 19


LENDA DA ESPADA DURANDAL
   
Uma outra lenda conta que Carlos Magno, o mais importante rei dos Francos, recebeu das mãos de um Anjo a mítica espada Durandal, que pertenceu a Heitor, ao maior guerreiro de Troia. E que ele, Carlos Magno, ofereceu-a a seu melhor e leal cavaleiro Rolando.
  
Antes de uma grande e importante batalha, Rolando foi a Rocamadour para orar e pedir proteção, e prometeu que se vencedor traria a espada de volta para o santuário.

Fincado nas pedras há um pedaço de lâmina de uma espada que segundo a lenda é o que sobrou, com o passar do tempo, da mítica Durandal de Rolando.

Mítica espada Durandal de Heitor de Troia

Além das histórias, religiosidade e lendas, Rocamadour oferece ainda passeios, trilhas, rafting e cachoeiras.

Fica também muito próxima, 12 quilômetros, da Gouffre de Padirac, a maior e mais linda gruta da França.

Este texto faz parte do meu blog e vai estar no meu livro a ser lançado em Outubro.

Se quiserem outras dicas contatem-me pelo e-mail:
miltonassumpcao@terra.com.br

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por Milton Assumpção em  15/08/2017  às 12h17

VIAGENS...VINHOS...e Muitas Histórias – Região de Champagne - FRANÇA

DEGUSTAÇÃO DE CHAMPAGNE COM ARQUEOLOGIA

Se você pretender visitar as regiões de produção do champagne, na França, minha recomendação é ir à Épernay, Troyes ou Reims. Épernay fica muito próximo de Reims e a 100 quilômetros de Troyes.

Reims é a cidade maior, onde estão localizadas a Taittinger, Veuve Clicquot, Martell e outras. Possui um centro comercial intenso com hotéis, lojas e restaurantes. A grande a atração é a Catedral de Notre-Dame onde foram coroados todos os Reis da França.

Em Épernay, na Avenue de Champagne, estão localizadas várias produtoras entre elas Möet & Chandon, Mercier. Perrier Jouet, De Castellane. É uma cidade muita pequena, com várias opções de degustações.

Muito próximo está a cidadezinha de Hautvillers, onde viveu e está enterrado o lendário Dom Pérignon. À sua volta, várias vilas e pequenas cidades com diversos produtores, entre elas a charmosa Oger, que produz um champagne de alta qualidade e sempre vencedores de prêmios.

Avenue de ChampagneTúmulo de Dom Perignon in Hautvillers

Troyes é a capital oficial da região de Champagne. Foi até o século XIX, a mais importante cidade produtora do champagne quando os grandes produtores se instalaram em Épernay.

Lá estão os produtores pequenos e familiares centenários. É uma cidade belíssima banhada pelo rio Sena.

Centro de Troyes   

Na última viagem, conheci um lugar incrível, e que recomendo fortemente que visitem. A indicação foi de uma atendente no Escritório de Turismo, que fica logo no início da Avenue de Champagne.   

La Cave aux Coquillages é a produtora do champagne Legrand Latour.

Fica na pequena vila de Fleury-la-Rivière a vinte minutos de Épernay.    Saindo de carro em direção a Paris pela D3, cinco quilômetros depois há uma indicação para a vila de Damery. Passa por dentro dela, atravessa o rio Marne, alguns poucos quilômetros se chega a Fleury-la-Rivière.    É uma pequena vila de uma só rua, e a La Cave aux Coquillages fica quase no fim desta rua. Muito fácil de chegar.

A indicação e a reserva para as 14h30 foram feitas pela assistente no Escritório de Turismo, que explicou que eram poucos tours, com número limitado de pessoas.    Ela nos deu um mapa e indicou a direção.    Chegamos ao local 15 minutos antes. Era uma residência antiga, encostada em um morro, onde estavam os vinhedos. Tocamos a campainha do portão e veio atender o proprietário, um senhor de meia-idade, magro, alto e muito simpático.    Levou-nos até um salão, que percebi que era da degustação, e lá estavam um outro casal e duas crianças de cerca de 7 anos de idade, que iriam no tour conosco.    No horário certo, às 14h30 nos deu um protetor de plástico para os sapatos, e iniciamos o tour.

Túnel de FósseisMuseu de Fósseis

Abriu uma grande porta e apareceu um túnel escavado por dentro do morro, no qual nós entramos.

Encravados nas paredes do túnel foram aparecendo fósseis, caramujos de todos os tamanhos, peixes, milhares de conchas. À medida que caminhávamos, ele ia explicando a que período da história geológica pertenciam. Chegamos a um pequeno museu onde havia uma exposição dos diversos fósseis já catalogados e separados por ordem dos períodos geológicos.

Pesquisando Fósseis   

Caminhamos pelos túneis até um lugar onde estavam dois jovens estudantes de arqueologia, coletando material do solo.    Ele então pegou uma pequena pá, raspou do chão uma quantidade de uma terra arenosa, peneirou e mostrou uma quantidade grande de pequenas conchas.   

“Aqui há 55 milhões de anos era mar!” Seguimos e entramos em um laboratório onde havia mais três estudantes limpando e selecionando os fósseis. Ele se sentou e mostrou como os fósseis eram identificados e selecionados.

Com o arqueólogo / viticultorCatalogando Fósseis

De lá, fomos para o salão de degustação. Ele explicou que era apaixonado por arqueologia e que aliava este trabalho como prazer de produzir champagne. As raízes do seu vinhedo descem mais de nove metros e atingem este terreno arenoso, com fósseis marinhos, e trazem nutrientes especiais para as uvas, que, por sua vez, dão um sabor todo especial para o champagne.Difícil descrever o sabor, mesmo porque a gente fica contagiado pelo que viu no tour. Posso garantir que é diferente dos outros que degustei. Trouxe duas garrafas.  O lugar é utilizado para práticas de estudantes de arqueologia.  É um passeio de três horas, mas que vale muito a pena.

Champagne Legrand LatourSalão de degustação

A maioria das visitas é feita às caves e a degustação, esta visita envolve arqueologia.  

Este texto faz parte do www.blogdomilton.com.br e estará no livro VIAGENS... VINHOS... e Muitas Histórias, que estarei lançando em Outubro.

Se quiserem outras dicas contatem-me pelo e-mail:
miltonassumpcao@terra.com.br

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por Milton Assumpção em  27/03/2017  às 15h41

USHUAIA, TERRA DO FOGO E EL CALAFATE, PATAGÔNIA.

USHUAIA – TERRA DO FOGO

A cidade está localizada ao sul do Parque Nacional da Terra do Fogo, às margens do Canal de Beagle, a última cidade ao sul das Américas, considerada a Cidade do Fim do Mundo.

Terra do Fogo e Patagônia

Este nome foi dado a esta região pelo navegador Português Fernão de Magalhães, na sua expedição de dar a volta ao mundo, em 1519-1522. Naquela época os navegadores levavam seus barcos em direção ao Leste pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. Magalhães decidiu dar a volta ao mundo pelo lado Oeste, cruzando o sul do continente Americano. Quando chegaram a um estreito que ligava os dois mares Atlântico e Pacífico, ao ancorar em uma praia para buscar suprimentos e água doce, viram muita fumaça e fogo que vinham do meio da neve. Eram os índios Teuelches com suas fogueiras para se aqueceram. Eram índios pacíficos. Fernão de Magalhães referiu-se primeiro a este lugar como a Terra da Fumaça e, posteriormente, a chamou de Terra do Fogo.

Os Teuelches eram relativamente grandes, se vestiam com peles de guanacos, uma espécie menor de lhamas, e utilizavam proteções nos pés para caminhar na neve. A marca dos pés na neve e na areia da praia deixava pegadas grandes. Os portugueses passaram a se referir a eles como os Pés Grandes. Mais tarde quando chegaram, os espanhóis passaram a chamá-los de os patagones, “pés grandes” em espanhol. Patagônia é a terra dos patagones.

Fernão de Magalhães
  
Mapa da Patagônia, com estreito de Magalhães em Punta Arenas e o Canal de Beagle em Ushuaia.


Fundação de Ushuaia

Em 1884, o Exército Argentino para marcar posição e tomar posse efetiva daquela região da Terra do Fogo, decidiu criar um posto avançado na Baia de Ushuaia, no Canal de Beagle.

Ushuaia na língua dos Yamanas, índios que habitavam a região, significa Baia no Pôr do Sol, ou do Poente.

Já com a base instalada, o governo argentino decidiu construir no local um presídio de segurança máxima.

Com a construção do presídio, a cidade começou a se formar ao seu redor. A maioria das ruas e casas foi construída pelos presos. Construíram também uma ferrovia de 10 quilômetros em direção a uma floresta. O objetivo era cortar e trazer lenha para o aquecimento do presídio e dos poucos habitantes da cidade. Os presos faziam vários trabalhos pela cidade. Para eles era uma oportunidade de sair das celas. Fugir era impossível. A cidade estava isolada do mundo, além do frio intenso. Os que tentaram, retornaram por vontade própria ou morreram de frio.

A cidade cresceu e em 1948 o presídio foi desativado pelo presidente Juan Peron, sob a alegação das condições sub-humanas que viviam os presos, em virtude do frio e da humidade.

Até 1991, o Farol do Fim do Mundo ficava em Ushuaia, hoje está no Cabo de Hornos, que pertence ao Chile.

Ushuaia vista do Canal de BeagleEra o Farol do Fim do Mundo até 1991, hoje é no Cabo Hornos


Turismo

O turismo cresceu partir de 1995, com a chegada principalmente de turistas brasileiros e argentinos. A partir do ano 2000 começaram a chegar turistas dos EUA, Canadá e Europa. Recentemente começaram a aportar grandes navios de cruzeiros, trazendo um número grande de visitantes.

A temporada vai do meio do mês de Setembro até meados de Abril. A temperatura neste período varia de 5 a 12 graus em média. Depende muito do vento que vem da Antártida. Quanto chega este vento, a temperatura pode cair em minutos de 5 a 10 graus. Nesse período é possível se ter, em um único dia, as quatro estações do ano.

No resto do ano, de Abril a Setembro, vários passeios são suspensos, restaurantes e pequenos hotéis fecham suas portas.

Segundo os locais, o lugar fica muito bonito com tudo branco, mas com um frio muito mais intenso, chegando a vários graus negativos.

Neste período do Outono e Inverno, cai bastante o movimento na cidade. Os dias ficam mais curtos, com pouco tempo de sol, e mais escuro. As pessoas sentem uma espécie de solidão, nostalgia e isso influencia muito a qualidade de vida. Quem pode viaja para o norte da Patagônia, Buenos Aires ou para o Brasil. Aproveitam para tomar um pouco de sol e absorver vitamina D3.

Canal de Beagle e Ushuaia 


Programação da Viagem – Hotéis

Hoje a cidade está muito estruturada para receber visitantes. Há vôos diários de Buenos Aires e El Calafate, em aviões grandes.

Há opções de hotéis e pousadas de vários níveis. Os hotéis de melhor nível estão fora da cidade e oferecem transporte de vans para o porto e para o centro. Há bons hotéis na região central.

A rua principal – onde estão as lojas, alguns restaurantes e bancos – é a Av. San Martin. Há 3 hotéis de categoria média nesta rua. Depende da opção e do bolso de cada um. Os hotéis fora da cidade são mais caros, oferecem muito mais conforto, mas depende da van para se deslocar até a cidade. Ficar em um hotel de menor categoria no centro leva à vantagem de não depender da condução para ir e vir.

Normalmente, quem fica nestes hotéis fora da cidade já tem seus tours programados e cabe à agência de turismo fazer o transporte.

Ficamos hospedados no hotel Los Cauquenes, que fica fora da cidade e é bem recomendado pelas agências de turismo. É de bom nível, os quartos são amplos, têm um SPA com sauna, piscina e uma jacuzzi ao ar livre. Como fiz todas as reservas antecipadamente, todas as manhãs, a agência de turismo nos buscava para os passeios.

O ideal é ir com os tours já contratados. Mas se quiser vir e se hospedar em uma pousada e contratar os tours localmente também é possível. Há só um problema, em Janeiro e Fevereiro, principalmente, há uma limitação de disponibilidade. O turista pode chegar e não encontrar lugar disponível no tour que desejar.

TOURS E PASSEIOS

Há várias opções de tours pelos arredores da cidade. Se contratar uma agência de turismo, ela pode enviar todas as opções, com a descrição de cada um. Você pode também entrar na Internet e no Trip Advisor e ver os mais interessantes, com avaliações de quem já os fez.

O tour clássico é o passeio de barco pelo Canal de Beagle, passando por ilhas com pinguins e lobos marinhos, e terminando na Estância Harberton. Ali algumas pessoas descem para visitar, almoçar e voltar de ônibus. Quem não optar por visitar a estância volta de barco. O passeio todo é longo. Sai às 9 horas e volta às 16 horas.

Ilha dos Pinguins, Canal de BeagleIlha dos Lobos Marinhos, Canal de Beagle

  
Estância Harberton

Foi fundada em 1886 por Thomas Bridges, missionário inglês, que chegou para a catequização dos índios Yamanas alguns anos antes. O trabalho dele foi importante para a tomada de posse do Exército Argentino da região, pois não houve conflito. Em reconhecimento, o governo cedeu-lhe vários hectares de terras para a criação de ovelhas e extração da lã.

Thomas Bridges desenvolveu um dicionário da língua Yamana, o que facilitou a sua comunicação e aceitação pelos índios. Quando o Exército Argentinou chegou em 1884 para fundar a cidade, o fato de ter alguém que dialogasse com os índios foi de grande ajuda.

Com a queda do preço da lã, toda a atividade econômica foi desativada. Hoje é uma estância histórica e turística. O passeio inclui visitar as antigas instalações, com as máquinas de tosquiar as ovelhas e um museu com esqueletos de diversos mamíferos marinhos da região. O almoço é bem simples.

Estancia HarbertonMuseu de fósseis marinhos, Estancia Harberton

 
Índios Yamanas

Esta tribo vivia na região sul da Terra do Fogo há milhares de anos. Andavam nus, viviam da pesca e caça principalmente de lobos marinhos e pequenas baleias. Dominavam o fogo para se aquecer, habitavam pequenas tendas feitas de casca de árvores. Aos poucos, a população indígena foi sendo dizimada, primeiro pelo sarampo e depois por outras enfermidades trazidas pelos novos habitantes. Quando Thomas Bridges chegou havia cerca de 2.000 índios, 20 anos depois restavam 20%. Hoje em 2017 há somente uma mulher Yamana, de 65 anos, a última dos Yamanas. Seus filhos já são mestiços.

Os Índios Yamanas andavam nus e dominavam o fogoForam dizimados com a chegada do europeu


Outros Passeios

Há passeios para todos os gostos e condições físicas. Por isso é muito importante verificar a descrição de cada um para poder escolher.

Há várias caminhadas com graus de dificuldade diferentes. Nós, por exemplo, fizemos uma trilha de 6 quilômetros em 3 horas com um alto grau de dificuldade, beirando o lago Apataia. A caminhada tem várias subidas e decidas pelo meio da floresta que circunda o rio. Há, no entanto, trilhas mais planas, mais curtas com menor grau de dificuldade.

Fizemos uma canoagem de 6 quilômetros pelo rio e lago Apataia, com um grau de dificuldade médio. Foi muito gratificante. A água do lago estava a 6 graus de temperatura.

Há passeios com jipes 4x4 para lugares exóticos, complementados com trilha, e almoço preparado pelo guia em uma cabana no meio da mata. Quando fizemos este passeio, o cheiro da comida atraiu uma raposa cinzenta. Não é permito alimentar os animais na mata.

Refúgio compartilhado, na florestaRaposa Cinza, introduzida na região pelo homem

Lago Apataia, água de desgeloCaminhada pela floresta, 6 quilômetros

Canoagem pelo lago e rio Lapataia, 6  quilômetrosCriação de cães para o Inverno

O Trem do Fim do Mundo é um passeio pela ferrovia construída pelos presidiários e que hoje é uma atração turística. Durante o trajeto, você vai ouvindo toda história da construção da ferrovia. Este passeio é complementado por uma trilha e visita ao Parque Nacional da Terra do Fogo.

Neste local, termina a Rota 3 que liga o Alaska a Ushuaia, são 17.848 quilômetros de extensão passando por diversos países do continente americano.

São várias as opções de tours, e é importante que cada um leia com atenção a descrição de cada um deles, para escolher dentro dos seus gostos e condições físicas.

Uma opção no Inverno é a Estação de Esqui da Serra do Castor. Fica muito próximo da cidade de Ushuaia, no caminho do Lago Escondido. O hotel fica bem próximo da estrada, e há um teleférico para levar os esquiadores até as pistas na montanha. Há opções para principiantes e experientes.

Estação do Trem do Fim do MundoTrem do Fim do Mundo

Placa indicando o fim da Rota 3, Alaska – Ushuaia


Castores e Raposas

Devido às condições climáticas, não há praticamente nenhum grande mamífero terrestre original nesta região.

Foram introduzidos castores, raposas e coelhos.

Os castores vieram do Canadá para a indústria de roupas de pele. No entanto, na adaptação ao meio ambiente sofreram uma transformação na qualidade dos pelos que tornou inviável a utilização na produção dos vestuários. Essa indústria foi então desativada, e os castores foram deixados vivendo na região. Como não há predadores, a população cresceu assustadoramente e tem causado um dano terrível para o meio ambiente, destruindo grande parte da floresta da região. É proibido caçar a tiros, só é permitido caçar com armadilhas. Os castores se reproduzem rapidamente e têm sido uma praga que precisa ser resolvida com rapidez. Hoje se estima que haja 250 mil castores na região.

As raposas-vermelhas e as cinzentas foram introduzidas há vários anos. Aqui são chamadas de zorro. As vermelhas foram muito caçadas para a indústria de peles e mantêm esse medo dos humanos no DNA. São ariscas e fogem a qualquer contato. Já as raposas cinzentas não são dóceis, mas se aproximam um pouco. No nosso passeio 4x4 quando estávamos preparando a comida no meio da floresta, o cheiro da carne na brasa atraiu uma raposa cinzenta, que ficou rondando por perto.

Os coelhos foram trazidos da Espanha e estão espalhados por toda a região.

Na Terra do Fogo não há puma, a onça da Patagônia. O clima frio e a pequena oferta de alimentos não atraiu este predador.

Há várias aves marinhas, e algumas nas florestas, como o carpinteiro, uma espécie de pica-pau, mais colorido e bonito.

As aves migram durante o Inverno.

Floresta derrubada por castoresOs castores são hoje uma praga na Terra do Fogo

 
EL CALAFATE – CIDADE DOS GLACIARES

Não há uma data de fundação específica da cidade. Era um ponto de parada e pernoite dos criadores de ovelha e viajantes em direção ao porto de Rio Gallegos, no Atlântico.

Há 20 anos a cidade tinha 3.000 habitantes, hoje, com o crescimento do turismo, a cidade possui cerca de 20.000 moradores.

El Calafate está localizada na margem sul do lago Argentino formado por águas de cor turquesa, de glaciares da Cordilheira dos Andes. O lago tem cerca de 120 quilômetros de comprimento e 20 quilômetros de largura, em média. Em alguns pontos, a profundidade chega a 750 metros.

A cidade fica a 80 quilômetros da Cordilheira do Andes.

É uma cidade pequena, bonita, bem arborizada com uma Avenida central, El Libertador, onde estão as lojas, agências de turismo, bancos e restaurantes.


Turismo

O período de turismo também é de meados de Setembro a meados de Abril.  A temperatura média na Primavera e no Verão gira em torno de 5 a 14 graus. Quando venta, e venta muito, a temperatura cai bastante. De manhã, às vezes, amanhece com uma chuva fina, fria, e antes do meio-dia, o sol brilha forte. O tempo muda muito rapidamente no mesmo dia. Por isso recomendam vestir-se adequadamente sempre.

Outra recomendação é consultar todos os dias a previsão do tempo, o clima é elemento fundamental para aproveitar os passeios na região.

Todas as principais atrações de El Calafate ficam a vários quilômetros de distância. Ou seja, você sempre vai ter de subir em uma van ou ônibus e viajar algumas horas para chegar ao destino. Todos os passeios demandam um tempo.  A programação da saída dos tours é fundamental.


Perito Moreno

Francisco Moreno foi apelidado de Perito Moreno por sua perícia no trabalho que executava. Cientista, naturalista e explorador argentino, foi responsável pela marcação das divisas territoriais com o Chile na Cordilheira dos Andes. Foi o descobridor das geleiras, das montanhas, rios e dos lagos, desta região da Patagônia. Coube a ele dar nome à maioria destes lugares.

Reverenciado como herói nacional, foi homenageado levando o nome do glaciar mais importante – Perito Moreno.

É o glaciar mais perto de El Calafate e fica a 80 quilômetros. O tour pega você no hotel às 9h e retorna às 17h.

Perito Moreno é a maior atração da região. É um glaciar que termina em uma ponta de terra, diferentemente de todos outros que terminam em um lago. O tour inclui um passeio de barco bem próximo do paredão de gelo. Depois, você pode caminhar por uma extensa  passarela, muito perto, da parede de gelo. Este é um passeio obrigatório.

Fotos do Glaciar Perito Moreno 

 
El Chatén Lago e  Glaciar Viedma

O tour para El Chatén leva o dia inteiro. Sai do hotel as 7h e volta as 20h30. No trajeto, que leva cerca de três horas, há uma parada no Hotel La Leona. Todo o tempo que ficamos dentro do ônibus é compensado pela beleza do passeio.

El Chaltén, fica a 220 quilômetros de El Calafate, e é considerada a capital argentina do Trekking. A opção de caminhadas e trilhas nesta região atrai um número muito grande de caminhantes.

Monte Ritz Roy, o maior da região

Uma das maiores atrações é o Monte Fitz Roy. Com  uma  altitude de 3.375 metros, relativamente pequena para os Andes, tem sido um desafio para os alpinistas . As suas paredes verticais exigem técnicas perfeitas para a escalada. Somente profissionais tem conseguido atingir o cume.

Em dias claros o monte é visto de muito longe, se destacando no horizonte.

Perito Moreno colocou o nome em homenagem a Robert Fitz Roy, capitão do navio HSM Beagle, da expedição de Charles Darwin.

Estrada para El ChalténMonte Fitz Roy

A atração maior do tour é o passeio de barco pelo lago até o glaciar Viedma.  É simplesmente maravilhoso. O barco navega por entre pedras enormes de gelo, brancas e azuis.

 Perito Moreno colocou no lago e glaciar o nome de Viedma, em homenagem ao espanhol  Antonio de Viedma, que em 1782, descobriu este lugar.

Fotos do Glaciar Viedma em El Chatén 

 
Lagos e Rios

Para quem aprecia é muito interessante identificar os rios e lagos.

O lago Argentino é formado por diversos glaciares, incluindo o Perito Moreno, e contribuição de pequenos rios, incluindo o rio Caterina, caminho dos salmões.

O lago Viedma é formado por águas provenientes dos glaciares e por rios, entre eles, e principalmente o rio La Vuelta.

Do lago Viedma sai o rio Leona, que desemboca no lago Argentino, próximo de El Calafate.

Do lago Argentino sai, então, o rio Santa Cruz que percorre 383 quilômetros e deságua no Oceano Atlântico.

Durante os tours é possível identificar bem os cursos dos rios e os lagos. O que surpreende é a cor azul turquesa, das águas vindas dos glaciares.


Hotel La Leona – Butch Cassidy e Sundance Kid

Foram dois famosos bandidos americanos que estavam sendo procurados nos EUA por roubo a bancos e decidiram fugir e se esconder na América do Sul. Há um ótimo filme com Paul Newman e Robert Redford, com o nome de Butch Cassidy e que conta a história dos dois bandidos.

Como tinham amigos em Buenos Aires, foram para lá primeiro. Preocupados de que notícias mundiais chegassem até lá, decidiram, por sugestão do amigo, se esconder na Patagônia. Compraram uma pequena estância e se apresentaram como negociadores de ovelhas e gado.

Depois de algum tempo, decidiram voltar à ativa e assaltar o Banco de Londres e Tarapaca em Rio Gallegos, que fica a 200 quilômetros do hotel La Leona, onde pretendiam se esconder por alguns dias.

O planejamento do assalto incluía trocar de cavalos várias vezes durante a fuga, já que a polícia não estaria preparada para isso e não os alcançaria.

No caminho de Rio Gallegos foram negociando com alguns estancieiros a troca de cavalos, sem detalhar a finalidade.

Chegaram em Rio Gallegos e abriram uma conta no Banco. Durante uma semana foram todos os dias ao Banco e saíam de cavalo em disparada.

No dia do assalto, saíram em disparada com seus cavalos e as pessoas não ficaram surpresas, tinham feito isso todos os dias.

No caminho, foram trocando de cavalos, estabelecendo uma distância grande da polícia e se hospedaram no hotel La Leona.

Quando a polícia chegou e mostrou as fotos dos bandidos, os donos do hotel reconheceram que eles haviam ficado hospedados ali, e tinham ido embora.

Dali, foram para a Bolívia. Há três versões para o que aconteceu com eles.

Assaltaram um banco e foram cercados em um rancho pelo exército boliviano, que os matou. Outra versão diz que cercados cometeram suicídio atirando nas próprias cabeças. E uma terceira, que voltaram para os EUA, se entregaram e passaram a colaborar com a polícia para prender assaltantes de bancos.

Cartaz americano de Procura-seQuadrilha de Butch Cassidy e Sundance Kid nos EUA

Banco assaltado em Rio GallegosHotel Leona, às margens do rio Leona, onde se escoderam

 
Glaciar Upsala

O passeio a este glaciar faz parte do tour da Estância Cristina. Foi para mim o melhor de todos.

O barco atravessa uma grande parte do lago Argentino, cercado de montanhas com picos nevados e vai direto para frente do Upsala. Pelo meio dos blocos de gelo brancos e azuis o barco se aproxima do paredão do glaciar. É indescritível a beleza que podemos ver. As fotos que tiramos não reproduzem o que os olhos registram.

De lá, seguimos para a Estância Cristina, que foi também durante muitos anos criadora de ovelhas e produtora de lã. Os novos tecidos criados pela indústria jogaram para baixo o preço da lã, desestimulando o investimento. Hoje são poucas as estâncias que continuam criando ovelhas para extração de lã.

Caminhando, o guia conta a história do lugar enquanto visitamos as antigas instalações de tosquia das ovelhas.

Uma atração especial é o rio Caterina de onde tiram a água doce para o lugar. No século passado era uma roda d’água, ainda preservada no local. Hoje há um motor elétrico.

Fotos do Glaciar Upsala 

 
Rio Caterina e Lago Pearson

O rio Caterina, de tom azul turquesa, tem no máximo 3 quilômetros. Nasce no lago Pearson, mais acima, que é formado pelas águas dos glaciares. Caudaloso, deságua no lago Argentino, ainda dentro da Estância.  Mede cerca de 15 metros de largura e tem uma profundidade variável de 2 metros.

Lago Pearson é o lugar escolhido pelos salmões para desova. Os salmões sobem 383 quilômetros, do Oceano Atlântico pelo rio Santa Cruz, até o lago Argentino. Atravessam os 120 quilômetros do lago, entram no rio Caterina e chegam no lago Pearson para desova. Isso ocorre de Janeiro a Abril. São salmões de 80 centímetros a 1 metro de comprimento. A fêmea desova e morre. O macho choca as ovas e também morre. Em Abril, os moradores não podem apanhar água do rio Caterina, de tanto salmões mortos que descem a correnteza. De lá, os novos fazem o trajeto, 506 quilômetros de volta para o Oceano Atlântico.

Como as tartarugas marinhas, eles voltam para desova no lugar onde nasceram.

Estância Cristina- Lago ArgentinoCabana em El Chatén


Glaciar Upsala visto de cima

Depois de um ótimo almoço – cordeiro ensopado com um bom copo de vinho tinto –, seguimos para um passeio muito especial.

De 4x4 subimos a Cordilheira dos Andes por uma estrada estreita, sem guard rails confiando na perícia do motorista. Os jipes chegam até uma determinada altura e depois subimos a pé montanha acima.

É impressionante o impacto que causa ao atingirmos o topo ver o glaciar Upsala de cima da montanha. Dali é possível ver dois outros glaciares que alimentam o Upsala.

Eu tirei várias fotografias e filmei, mas é impossível, de novo, registrar o que os olhos vêem.

É uma sensação gratificante de ter força para ter subido a montanha e poder apreciar esta maravilha da natureza.

Quando o guia diz que vamos descer, dá uma vontade de ficar mais apreciando toda aquela beleza.

Trilha íngreme até o alto da montanha
 
Glaciar Upsala visto do alto da montanha

Glaciar Upsala e lago 
 
Outro glaciar que alimenta o Upsala

Glaciar Upsala visto de cimaMontanhas nevadas na região

 
Sítio Arqueológico Leona

Pelas dificuldades, esse é o tour escolhido por poucas pessoas.
De van você vai até o Hotel La Leona e dali entra em uma Estância, onde está este sítio arqueológico com fósseis de dinossauro, de outros animais e uma floresta petrificada.

Durante três horas você caminha por uma trilha sinuosa, estreita, com muitas subidas íngremes.

Há uma parada para que possamos descansar e comer um lanche que os guias trazem.

A maioria dos fósseis está em uma grande depressão do local. A volta é por uma trilha muito íngreme, que, se a pessoa não tiver um preparo físico adequado, não consegue subir. É preciso muito cuidado, porque do lado está o barranco da depressão e, se escorregar, atrás estão outras pessoas. É preciso subir bem devagar e com cuidado.

Eu só recomendo este passeio para quem aprecia muito o tema, e que está com o preparo físico em dia.

Eu e minha esposa Ruth, apesar da idade, conseguimos fazer, e bem, porque nos preparamos fisicamente nos últimos dois meses para esta viagem.

Sitio Arqueológico em Estancia Leona
  
Trilha estreita e íngreme no Sítio Arqueológico

Rochas do sítio arqueológico
 
Guia indicando e explicando os fósseis

Trilha de montanha no sitio arqueológico
 
Árvore petrificada

Há muitas opções de passeios, trekkings, à cavalo, canoagem e caminhadas sobre o gelo. Em Ushuaia e El Calafate as agências de turismo fazem recomendações dos graus de dificuldades e logicamente restrições pela idade.

É uma viagem dos sonhos, e que deve ser muito bem programada. O período ideal é de meados de Setembro a meados de Abril. O ideal é que já tenham os tours contratados.

É possível ir direto e contratar os tours no local. Mas, atenção, em Janeiro e Fevereiro a maioria das agências está com a lotação dos tours esgotada.

Nos outros meses, vai sempre ter muitos turistas, mas dá tranquilamente para ir. As cidades estão muito bem estruturadas para atender 3.000 turistas por dia.

Levar roupas de frio intenso, principalmente a utilíssima segunda pele. O gorro para cabeça é essencial e pode comprar lá, há varias opções. Uma bota antiderrapante também é fundamental. Antes de ir compramos botas da Timberland que nos ajudaram e muito, principalmente nas trilhas e subidas das montanhas.

Outras recomendações são levar alguns óculos de sol, protetor solar e labial, e máquina fotográfica. Com Smartphone dá para tirar ótimas fotografias. Próximo das geleiras e nas regiões mais frias, é preciso mudar para HDR. O modo automático não funciona.

Os hotéis têm ótimo sistema de calefação, pode levar peças leves para dormir.

Tanto em Ushuaia como em El Calafate, o atendimento ao turista é de alto nível e profissional.

Uma recomendação final e importante: eles colocam uma ênfase muito grande no meio ambiente e no descarte de resíduos.

     

Se quiserem outras dicas contatem-me pelo e-mail:
miltonassumpcao@terra.com.br

   
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