SOBRE UVAS, VINHOS E HISTÓRIA... RIO DOURO... PORTUGAL


06 out 2015 às 17h35


No século XVIII sob o reinado de Dom José, o Primeiro-ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo, depois agraciado com o título de Marques de Pombal, decidiu criar em Portugal regiões demarcadas com o objetivo de controlar a quantidade, a qualidade da produção e a exportação de vinhos em várias regiões entre elas, Colares, Minho, Dão, Madeira e Douro.

Douro é a região demarcada mais antiga do mundo, 1756.

A região é composta de 250.000 hectares, sendo 45.000 plantados com vinhedos, e estende-se de Mesão Frio até a divisa com a Espanha e de Alcântara até próximo de Viseu.

 

Já se produzia vinhos nesta região há 2.000 anos.

Apesar de ter sido dominada por Fenícios, Cartaginensese Gregos, foram os Romanos que sistematizaram a produção de vinho, azeite e cereais.

Esta é uma região climática muito especial. Protegida pelas Serras do Marão e Montemuro, que evitam com que os ventos úmidos do Atlântico cheguem com força, faz com que haja Invernos bem rigorosos e Verões muito quentes.

O solo tem a predominância do xisto.

Se puder fazer um corte lateral dá para ver perfeitamente as camadas de xisto superpostas, que fazem com que as raízes das vinhas penetrem, buscando espaços entre estas camadas até chegarem a profundidades que lhe proporcionem nutrientes e frescor.

Este tipo de solo é propício para a manutenção da umidade, das chuvas e do sereno.

Outra característica que torna a região muito bonita são os vinhedos nas encostas do Rio Douro, dando impressão de uma gigantesca colcha de retalhos, de várias tonalidades de verde a amarelo.

A partir da entrada de Portugal na Comunidade Européia, as regiões demarcadas passaram a ser identificadas como DENOMINAÇÃO DE ORIGEM CONTROLADA – DOC.

É a região vinícola mais linda do mundo!

Quinta do Vesuvio, no caminho de Foz Coa

Vinhas plantadas nas pedras

 

TRATADO DOS PANOS E VINHOS – 1703

Em Dezembro de 1703, Portugal assinou com a Inglaterra um tratado comercial para aquisição de tecidos e lãs, e da parte da Inglaterra, vinhos do Porto, ambos sem tarifas alfandegárias.

Isso fez com que vários agricultores decidissem plantar vinhedos em suas regiões.

Preocupado com a qualidade e o excesso de produção, o Marques de Pombal decidiu criar as regiões demarcadas não só para controlar a produção de vinho como também para estimular e implantar a plantação de frutas, cereais, oliveiras e amendoeiras em todo o país.

Foram determinadas aos agricultores quotas de produção por hectares, conhecidas também como benefícios.

Muitos destes pequenos agricultores possuem “benefícios”, mas não são produtores de vinho. Suas quotas de produção são adquiridas pelos grandes produtores.

Durante o século XVIII e início do XIX, a produção do vinho do Porto foi incrementada, chegando a diversos países de todo o mundo.

Paisagem linda do Douro

Marco Pombalino

 

DONA ANTONIA ADELAIDE FERREIRA

Dona Antonia Adelaide Ferreira (1811 – 1896) é sem dúvida a personalidade mais importante e carismática de toda a história do Douro.

Nascida em uma família abastada, seu pai José Bernardo Ferreira, além de muito rico, possuía várias propriedades e vinhas.

Casada com um primo, que não se interessou pelos negócios e acabou perdendo muito dinheiro, ficou viúva aos 33 anos de idade.

Foi então que decidiu ir para a luta. Saiu da sua situação de dona de casa e, despertada por sua vocação empresarial, resolveu tocar os negócios da família.

Com a ajuda do administrador Jose da Silva Torres, que se tornaria seu segundo marido, lutando contra o apoio dos governos, investiu nas plantações de oliveiras, cereais e principalmente na produção de vinhos.

Tornou-se em pouco tempo a maior exportadora de vinhos do Porto para a Inglaterra e todo o resto do mundo.

Quando faleceu em 1896 era proprietária de cerca de trinta Quintas na região do Douro, entre elas a Quinta do Vallado, Vale do Meão e Vesúvio.

Em Maio de 2015, foi leiloado pela Sotheby’s na Torre de Londres, em homenagem ao espírito filantrópica de Dona Antonia, para fins sociais, uma garrafa de um Porto Ferreira Vintage 1815, que atingiu o valor de €$ 6.800.

 

Foto : Dona Antonia

 

 

DONA ANTONIA...A FERREIRINHA

Durante todo o tempo que esteve à frente dos negócios, a preocupação com os trabalhadores e suas famílias fizeram com que passasse a ser admirada e querida por todos.

Durante a Filoxera, quando vários agricultores tiveram seus vinhedos consumidos pela praga, Dona Antonia socorreu financeiramente muitos deles, inclusive adquirindo as propriedades contaminadas, ou então dando empregos em suas propriedades.

Há inclusive na Quinta do Vesúvio um muro grande e alto, sem nenhuma função aparente, que pelo formato chamam de biblioteca, construído pelos trabalhadores nesta época. Foi uma das maneiras que Dona Antonia utilizou para dar trabalhos e condições de vida a sua gente.

Preocupada com a Filoxera foi pessoalmente à Inglaterra para saber como proceder e também aprender mais sobre a produção do vinho.

Dona Antonia Adelaide Ferreira, carinhosamente chamada de Ferreirinha, entre suas contribuições sociais incluiu a construção do Hospital da Régua.

 

BARÃO DE FORRESTER

José James Forrester (1809 – 1861) é outra personalidade importante no século XIX na região do Douro.

Em 1831, foi trabalhar com um tio em uma empresa vinícola do Porto.

Em um texto escrito em 1844 chamou a atenção e denunciou os produtores que estavam adulterando o vinho, e que poderiam causar problemas para a comercialização e o reconhecimento mundial.

Pintou aquarelas e desenhou mapas de toda a região do Douro.

Em 1855, o rei D.Fernando II concedeu-lhe o título de Barão de Forrester por sua contribuição na regência do seu filho e sucessor Dom Pedro V.

 

DONA ANTONIA ADELAIDE FERREIRA E O BARÃO DE FORRESTER – A Lenda...

Na região, alguns dizem que é história, enquanto outros dizem que é uma lenda.

Segundo contam, Dona Antonia e o Barão de Forrester, contemporâneos no seu tempo, viveram um romance de amor que terminou de maneira trágica.

Em 1861, em um passeio de barco no Rio Douro, na região chamada de Cachão da Valeira, o barco virou e Forrester morreu afogado, arrastado para o fundo do rio pelo cinto cheio de moedas de ouro.

Seu corpo nunca foi encontrado.

Dona Antonia se salvou porque suas saias-balão ajudaram-na a flutuar, até ser resgatada e levada até as margens.

Diz o ditado que, se a lenda é mais atraente que a história, melhor ficar com a lenda!!!

 

CASTAS

Como em todo Portugal, a variedade de castas é muito grande.

Várias Quintas possuem vinhedos com mais de cinquenta diferentes castas e formam blends com um número bem grande delas. A solução é chamar o vinho de Vinhas Velhas.

No Douro, as principais castas para o tinto são Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinto Roriz (Aragonez), Tinto Cão, Alicante Bouschet, Trincadeira (Tinta Amarela).

Para os brancos, Alvarinho, Loureiro, Arinto, Encruzado, Bical e Fernão Pires.

Os melhores vinhos utilizam uma maior porcentagem de Touriga Nacional e Touriga Franca.

 

Há um crescimento grande na produção de vinhos tinto de mesa.

Os novos produtores tem preferido competir neste mercado, principalmente porque é muito difícil competir com as grandes e consolidadas marcas de Vinho do Porto.

 

VISITA ÀS VINÍCOLAS

Por uma razão de sequência histórica, vou começar por uma Casa Museu, que fica há 42 quilômetros do Peso da Régua, A CASA DE MATEUS, do mundialmente reconhecido o vinho Mateus Rose.

O palácio fica na rodovia N322, próximo da cidade de Sabrosa.

Construído no século XVII por Luis Antonio Mourão, que havia sido Governador da Capitania de São Paulo, e que ao retornar recebeu o título de nobreza de 3º Morgado de Mateus, foi adquirido em 1942 por Fernando van Zeller Guedes.

Além do palácio, estavam incluídos os maquinários e as instalações para a produção de vinho.

O mítico Mateus Rose com um design especial de garrafa, que lembra um cantil da Primeira Guerra Mundial, em pouco tempo tornou-se um vinho conhecido em todo o mundo.

A visita pode ser feita só aos jardins, belíssimos, ou completa, nas dependências internas do palácio, adega, mobiliário e maquinários da época.

 

Fernando van Zeller Guedes foi o fundador da SOGRAPE Vinhos.

SOGRAPE foi recentemente reconhecida como A Melhor Produtora de Vinhos do Mundo de 2015, premiação outorgada pela Associação Mundial de Críticos e Jornalistas de Vinhos e Bebidas Espirituosas.

A sede está localizada em Vila Nova de Gaia, cidade anexa à cidade do Porto. Ou seja, do outro lado do Rio Douro, onde está a maioria dos grandes produtores.

A SOGRAPE tem vinhas em Portugal, no Douro, Alentejo, Bairrada, Dão, Jerez, Madeira, e na região do Vinho Verde, além de Espanha, Argentina, Nova Zelândia e Chile.

É dona das marcas, vinho do Porto Ferreira e Sandeman, e todos os tintos da Casa Ferreira, incluindo o mítico Barca Velha, Reserva Especial, Quinta da Leda, Papa Figos e o novo AAF-Antonia Adelaide Ferreira.

No Dão,entre outras marcas há o famoso Grão Vasco.

Você pode visitar a SOGRAPE em Gaia ou na Quinta do Seixo em Pinhão.

Nas duas últimas viagens, visitamos os dois lugares.

A Quinta do Seixo fica no alto de um morro com uma vista exuberante para o Rio Douro.

Fomos recepcionados pela Inês Vaz que primeiro fez um tour pelos vinhedos próximos da sede, e depois nos conduziu pelas instalações, contando e narrando a história da empresa.

A degustação é feita em um salão de vidros com uma vista magnífica para o rio. Experimentamos o Papa Figos, Quinta da Leda e Dona Antonia. Muito difícil escolher um deles. São todos muitos bons.

Há um tour regular para visitantes em que o guia se apresenta com as roupas e caracterização da personagem Sandeman.

Na visita que fizemos alguns dias depois em Vila Nova de Gaia fomos muito bem recepcionados pela Salomé Machado, e degustamos alguns vinhos do Porto, inclusive o Porto Ferreira Branco Seco, que é o meu preferido.

Vista do Pinhão, da Quinta do Seixo

Degustando vinho na Quinta do Seixo, com Inês Vaz

 

Visita à SOGRAPE tanto em Gaia como na Quinta do Seixo são obrigatórias. Eles produzem uma quantidade de marcas da mais alta qualidade. Além de serem muito atenciosos e profissionais no atendimento aos visitantes.

SOGRAPE e todos seus funcionários buscam manter viva a tradição, o legado e a contribuição histórica de Dona Antonia Adelaide Ferreira, a Ferreirinha!

 

 

BARCA VELHA E O RESERVA ESPECIAL

Em 1952, o enólogo Fernando Nicolau de Almeida, da Casa Ferreira, na Quinta Vale do Meão, em Vila Nova de Foz Coa, colocou para si o desafio de produzir um vinho tinto de mesa com a mesma qualidade dos Bordeaux e Borgonha.

Para a primeira produção deste vinho, as uvas foram colhidas de vinhedos em Foz Coa, às margens do Rio Douro, onde havia um antigo barco que fazia a travessia das pessoas. Esta teria sido a razão do nome do vinho.

O primeiro lote do Barca Velha foi para o mercado em 1960.

Foi decidido que o vinho só seria lançado como Barca Velha em anos de safras excepcionalmente boas. Em caso de hesitação, sairia como Reserva Especial.

Em 65 anos somente, 17 safras tiveram a qualidade exigida para ser um Barca Velha.

O último lançado, o Barca Velha 2004 foi para o mercado no dia 19 de maio de 2012.

Há dois anos, comprei uma garrafa ao preço de €$ 195,00.

Desta vez soube que o preço subiu para €$ 400,00, e é difícil encontrar.

As castas utilizadas são predominantemente Touriga Nacional e Touriga Franca, complementadas com Tinto Roriz e Tinto Cão.

 

Neste período de 65 anos, foram lançados 16 lotes com a marca Reserva Especial.

O último, o Reserva Especial 2007, foi colocado no mercado em 4/11/2014, com um lamento do enólogo Sottomayor “Poderia ser um Barca Velha! mas quando há uma pequena hesitação é porque não pode ser! Muito difícil decidir”.

 

O Barca Velha 2004 foi o primeiro a ser produzido na Quinta da Leda em Foz Coa.

Todos os anteriores haviam sido produzidos na Quinta Vale do Meão. 

Vinhedos de Sandeman, Quinta do Seixo

Caminho de Foz Coa, ao fundo Pinhão

 

Sobre a Quinta Vale do Meão, ela pertence hoje a Francisco Olazabal, trineto de Dona Antonia Adelaide Ferreira.

Recentemente a revista Wine Spectator indicou os 100 melhores vinhos de 2014, e entre os cinco primeiros colocados estão três Portugueses do Douro.

O vinho tinto de mesa Quinta do Vale do Meão DOC Douro 2011 foi o 4º colocado.

As castas são Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinto Roriz.

Uma honraria imensa para quem tem a tradição de família.

Na cidade do Porto, encontrei este vinho ao preço de €$195,00.

Nesta última viagem, tirei um dia para ir à Vila Nova de Foz Coa. Do Pinhão até lá são 77 quilômetros ou quase duas horas. A estrada é estreita, sinuosa, mas muito linda, com vinhedos dos dois lados o tempo todo.

No caminho, passa-se pela cidade de São José da Pesqueira conhecida pela produção massiva de vinhos.

A histórica Quinta do Vesúvio fica nesta estrada.

A cidade de Foz Coa é pequena e tem poucas atrações. Há um museu que eu recomendo mais para Engenheiros Agrônomos.

Não se pode visitar a Quinta da Leda, que produz o Barca Velha nem a Quinta do Vale do Meão.

Eu diria que vale só pelo passeio de ir e vir por entre os vinhedos e as Quintas.

Vinhedo no Vale Do Meão

Vinhedos no Douro, colcha de retalhos

 

Praticamente dentro da cidade de Pinhão está a QUINTA DO BOMFIM.

Inaugurada em Maio de 2015, oferece tours e degustação de vinhos produzidos pela SYMINGTON.

Antes de falar desta importante produtora de vinhos vale a pena enfatizar que entre os cinco melhores vinhos do mundo de 2014 anunciados pela revista Wine Spectator, dois são desta vinícola.

ODow’s Porto Vintage 2011 foi o primeiro colocado, e o Chryseia DOC Douro 2011 foi o terceiro colocado.

Fundada pelo escocês Andrews James Symington em 1882, tornou-se uma maiores produtoras de Portugal.

Dona de varias Quintas entre elas a do Vesúvio, Tua, Cavadinha, Senhora da Ribeira, possui mais de 2.000 hectares de terras sendo 1.100 de vinhedos.

Entre suas principais marcas estão os Portos Down e Graham’s e o premiado tinto Chryseia.

A visita à Quinta do Bomfim inicia pelo museu com fotos, gravuras, mobiliários e maquinários da época,às instalações e uma degustação em um salão com vista para o Rio Douro.

Se marcar com antecedência, há a possibilidade de visitar vinhedos em uma de suas Quintas.

Degustando vinho na Symington, Pinhão

Vinhedo em São José da Pesqueira

 

QUINTA DAS CARVALHAS– REAL COMPANHIA VELHA

A sede desta Quinta é na entrada da cidade do Pinhão, antes de atravessar a ponte.

Estivemos lá há dois anos e fizemos o tour tradicional.

Um trenzinho, puxado por um trator, sobe o morro, passando pelos vinhedos, e leva os visitantes até o topo, de onde se tem uma vista magnífica da cidade e do rio.

Depois, há a visita às instalações, a degustação e as compras.

Nesta segunda visita, quando da reserva pela internet, expliquei o objetivo e solicitei uma atenção especial.

Quinta da Carvalhas além dos vinhedos possui uma grande área nativa de preservação ambiental.

Fomos recebidos pelo Agrônomo Álvaro Martinho, que nos levou a percorrer primeiro uma grande área de preservação, que mantêm para criar um equilíbrio ambiental, e depois então os vinhedos.

Ele é um estudioso não só dos temas relacionados às vinhas, às cepas e à produção do vinho como também dos temas que envolvem o comportamento da natureza como um todo.

Dedicamos um bom tempo a um vinhedo específico, no topo do morro, com uma vista fantástica do Rio Douro, onde há uma variedade grande de castas.

Tivemos a oportunidade de caminhar por entre as cepas e ele foi identificando as diversas castas pelas folhas, explicando as características de cada uma delas.

Foram três horas de ensinamentos, e aprendemos que, independentemente de se conhecer o solo, o clima, as uvas, as estações, é muito importante compreender e entender, com sensibilidade, o comportamento das plantas.

Na degustação, provamos um Carvalhas Branco e um Porca de Murça Reserva, ambos muito bons. Aproveitei e trouxe uma garrafa de cada.

Quinta das Carvalhas, com Álvaro Martinho

Quinta das Carvalhas, ao fundo Pinhão


Dois outros produtores de ótimos vinhos. Quinta do Crasto tem um excelente tinto Vinhas Velhas. Oferecem tours para visitação e degustação, no entanto, é preciso fazer reserva com bastante antecedência e insistência. Demoram um pouco para atender.

Niepoort, do excelente tinto Batuta, foi-me recomendada pelo José Bonifácio, Boni, mas não consegui marcar visita pela internet.

 

Há na região do Douro dezenas de produtores. Começando por Mesão Frio, passando pela Régua, Santa Marta do Penaguião, Lamego, Pinhão, Sabrosa, São José da Pesqueira, Vila Nova de Foz Coa há um número tão grande que, ao planejar sua viagem, vai ser muito importante decidir onde ficar e quais vinícolas visitar, antecipadamente.

Apesar de estes lugares serem todos muito perto, há sim a necessidade de programação para melhor aproveitar seu tempo.

 

ONDE FICAR

Quando se fala no Alto Douro, a primeira referência é o Peso da Régua.

A estação final do trem, que lá se chama comboio, e do barco de turismo que saem do Porto estão na Régua.

Há muitas Quintas tanto na Régua como em Pinhão.

As mais importantes ficam mais perto de Pinhão.

Antes de ir é bom definir se deseja ficar em uma Quinta de Agroturismo em meio de vinhedos, ou se preferem ficar mais próximo do rio Douro.

Há várias delas nestas duas regiões.

Há uma estrada margeando o Rio Douro ligando estas duas cidades onde há muitas opções.

Como há também varias opções de Agroturismo.

Algumas, além de funcionar como pousadas ou hotéis, produzem vinhos, oferecem passeios, tours e degustação de seus produtos.

Outras são simples pousadas e hotéis.

As duas últimas vezes que estivemos lá, ficamos em dois lugares completamente diferentes.

 

No ano passado, nos hospedamos por quatro dias no SOLAR QUINTA DA PORTELA, na vila de Santa Marta do Penaguião, que fica entre a cidade de Vila Real e a Régua.

Na verdade, são 20 minutos de carro até a Régua.

Este hotel de agroturismo fica no meio de vinhedos, é bastante familiar, com um atendimento muito especial, que parece que você está em sua própria casa.

As acomodações são simples, limpas, os preços convenientes e a tranquilidade é total.

De lá dá para ir tranquilamente à Régua e Mesão Frio.

Com um pouco mais de tempo também até Pinhão.

 

Neste ano, resolvemos ficar na cidade de Pinhão pela programação que fizemos de visitar Quintas nesta região, e ir até Foz Coa.

Escolhemos o Nau Vintage Hotel, que fica na entrada da cidade, logo depois que atravessa a ponte do Rio Douro.

É um hotel estilo Inglês, com uma variedade de quartos, suítes de frente para o rio e preços adequados ao que oferecem.

De lá, dá para ir caminhando até a Quinta do Bomfim, Quinta das Carvalhas, ao cais do porto, à estação do trem e aos restaurantes locais.

Solar Quinta da Portela, em Santa Marta do Penaguião

Vista do rio Douro do Nau Vintage Hotel, Pinhão

 

Na estrada Régua – Pinhão, margeando o rio há várias opções de Quintas para se hospedar, entre elas a Quinta do Tedo, familiar, tradicional, e Quinta do Pégo, mais moderna, internacional, ambas com quartos com vista para o Douro.

Do outro lado do rio, sendo necessário passar por dentro da cidade do Pinhão há várias opções, como a Quinta Nova.

Próximo ao Peso da Régua destaco a Quinta do Vallado, de propriedade de descendentes diretos de Dona Antonia.

Atravessando o rio, próximo de Lamego, destaco a Wine House Hotel e Restaurante, Casa dos Viscondes da Varzea e Lamego Hotel Rural.

 

Portugal é um país pequeno, com microrregiões, microclimas e produz vinhos em muitos lugares.

Nos meus posts eu enfatizei as regiões do Douro, Dão e Alentejo. No entanto, se for a Portugal e não puder ir a tantos lugares, estando em Lisboa se está muito perto das vinícolas de Setubal e Colares.

Se estiver em Coimbra, pode visitar a Bairrada e Catanhede.

Se for ao Porto, Braga ou Guimarães, além das caves do Vinho do Porto, em Vila Nova de Gaia, pode dar uma esticada até o Minho, na região de Monções, onde produzem o vinho Verde.

Para terminar, quero fazer uma sugestão.

Ao beber um destes vinhos especiais, como Barca Velha, Pêra Manca, Reserva Especial, Quinta da Leda, Porca de Murça Reserva, Cartuxa Reserva, Batuta, Vinhas Velhas,Vale do Meão, Chryseia e muitos outros, não só de Portugal, como de outros países, minha sugestão é que dê prioridade a saborear o vinho.

Deguste acompanhado de alguns tira-gostos, como exemplo, um bom pão, se possível italiano, sardela, porções generosas de salame ou outros embutidos a gosto, azeitonas e queijos, de preferência pecorino.

Eu diria que beber estes vinhos em uma refeição normal é um pecado venial !

Recomendo também uma boa companhia e um bom papo!

Muitas vezes, guardamos a garrafa e ficamos esperando uma ocasião especial. Abrir um destes vinhos, beber e saborear já é uma ocasião muito especial!

A famosa Porca de Murça, em Murça

Ruínas Romanas, Foz Coa

   

Vila Nova de Gaia, adegas do Vinho do Porto

Antigos barcos para transporte do Vinho do Porto

     
 
Estou à disposição para dúvidas ou dicas: miltonassumpcao@terra.com.br
   

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